11 de junho de 2012

Imprensa de papel




Com o crescente poder da internet, as notícias passaram a ser mais facilmente consumidas em qualquer momento ficando literalmente à nossa escolha. Um verdadeiro fest food de informações. Com isso, mais uma vez o futuro dos jornais impressos virou temática de discussão. Todos se perguntam: até quando haverá jornal impresso? Como esse suporte ainda consegue sobreviver e resistir a essa mudança de mercado?

Quando não se pode vencer o inimigo, a quem diga que neste caso é melhor se aliar a ele. Pois, ao que parece, é isso que os jornais impressos estão fazendo para resistir no mercado. Atualmente, para todo jornal impresso há uma versão digital, online, ao seu dispor. Você deve estar pensando: mas então para que o jornal impresso? Os grandes meios de distribuição deste suporte também se perguntaram isso e chegaram a conclusão de que o fim está breve. Em 2007, por exemplo, Arthur Sulzberger, dono do New York Times, afirmou “Eu não sei se daqui a cinco anos estaremos imprimindo o Times.”

O fato é que o mercado está se adequando as novas exigências, pois de um lado há um leitor tradicional que não abre mão de ler o seu bom e velho jornal, acompanhado de uma xícara de café,  pela  manhã. Porém, de um outro lado há uma imensidão de novos leitores conectados à internet podendo consumir todas as notícias que desejar. E ai, a quem agradar?

Visando a economicidade do negócio, os distribuidores de jornais impressos estão reduzindo a circulação e oferecendo o mesmo serviço online, pois é notável que com a baixa da procura dos impressos  está acarretando prejuízos. O jornal Folha de São Paulo, na edição desta terça-feira, dia 05 de junho, publicou uma notícia informando que para reduzir os custos e evitar prejuízos maiores, há duas semanas o jornal “Times-Picayune”, anunciou que a partir de setembro o jornal circulará apenas três vezes por semana. Nos demais dias, os leitores podem consultar o noticiário online.

É o futuro se aproximando cada vez mais. E como diria Marshall Berman, “tudo que é sólido desmanha no ar” e, trazendo para o contexto atual, tudo que é sólido tenderá a se tornar digital. E ai, o que você acha?

Até breve,
Jussara Assis 

17 de maio de 2012

A luta continua...




No ultimo domingo, 13 de maio, data em que se comemorou o Dia das mães, foi marcado por comemorações por todo Brasil. Data comercial, o assunto esteve presente em todos os veículos de massa, pois é uma data que se fatura muito com a publicidade.

Este mesmo dia 13 de maio, também se “comemorou” a abolição da escravatura. Este evento não teria alguma publicização, se não fosse pela a prisão do rapper Emicida após um show na capital mineira. Pelo contexto e pela data, poderia se deliberar uma grande discussão sobre o assunto, mas o evento – a prisão de um negro é uma situação corriqueira e gasta – gerou apenas algumas notas nos veículos de massa. Não merece tanta consideração.

A padronização da vida, fez com que nós recorrêssemos ao velho passado, meio que a contragosto, buscar em nossa cultura, algo que se possa diferenciar da turba nas tardes entediantes de domingo. A negritude virou mercadoria, e hoje é moda entre algumas “tribos sociais”. A negritude vista como um estilo de vida é publicizada e defendida pelos meios de comunicação de massa. O indivíduo negro, não.

Apesar da contribuição grandiosa na construção de nosso Brasil, o negro ainda é açoitado por um chicote que estraçalha tanto o corpo como a alma. Assistimos pela TV ao derramamento de sangue destas “Criaturas de Ébano” nos fins de tarde no programa do Datena ou em pequenas notas no dominical Fantástico. “Abriram as portas da senzala e fecharam as portas da cidadania”, não me lembro do autor desta frase, mas fica o registro.

As grandes produções da Indústria Cultural que focam o homem negro ganham relevância, quando coloca o mesmo em “seu lugar” historicamente falando, ou seja, de sofrido e subalterno; faço um recorte no filme Besouro e, termino este texto com os minutos finais da produção cinematográfica citada.

A luta continua...

Para se resgatar a autoestima, pra ser visto como cidadão, fugir da marginalidade...

Fábio César Marcelino





8 de maio de 2012

Oportunismo na TV



A foto acima se refere a uma espécie de marca registrada do ídolo do futebol brasileiro, o rei Pelé comemorando um gol. Atualmente a cada jogo de futebol uma nova comemoração é realizada e, assim, criatividade, suingue, euforia e oportunismo se misturam. Você pode estranhar que esse tipo de brincadeira se misture como um ato oportunista, mas acredite, pois a comemoração de um gol esta indo além de um simples momento fugaz de alegria e euforia.

O programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, durante o Campeonato Brasileiro de 2011 criou o boneco João Sorrisão, uma réplica do brinquedo conhecido como João Bobo. Durante o campeonato, todos que fizessem um gol e comemorassem imitando a personalidade global, levaria um boneco de presente. Além disso, quem fizesse três gols ou mais em uma mesma partida poderia escolher a trilha sonora da narração dos gols feitos.
E, por falar em trilha sonora, está ficando cada vez mais comum comemorar o gol dançando a música do momento.  E quando isso acontece, a felicidade é geral: o jogador que fez o gol, o time, o técnico, a torcida e, claro, o dono da música.

O futebol está evoluindo e os atletas demonstram em campo seus múltiplos talentos. O Neymar, por exemplo, pop star dos gramados, além de lançar um estilo Neymar de ser, ainda desperta curiosidade ao fazer coreografias de seus ídolos. O Fantástico sabe de tudo isso e, como não é de desperdiçar uma oportunidade, o show da vida após ter acesso a um vídeo no qual Neymar, ao chuveiro, encena a música “Assim você mata o papai”, do grupo Sorriso Maroto, criou um concurso para eleger a coreografia da letra. Por curiosidade, acaso ou oportunismo a música é tema da nova novela da emissora a “Avenida Brasil”.

E assim, a mídia mais uma vez se mostra como formadora de opinião lançando forçadas tendências. E como diria Ivan Lins, “não fechei os olhos, não tapei os ouvidos [...] só não lavei as mãos e é por isso que eu me sinto cada vez mais limpo”. A boa música, o bom futebol e a capacidade de escolher o que se quer consumir na mídia não podem ser deixados de lado.

 
Até breve,
Jussara Assis

27 de abril de 2012

Aniversário do Blog





Em Abril de 2011, o blog Jfcm Comunicação deu o seu primeiro passo e agora um ano depois, gotariamos de compartilhar com vocês os resultados alcançados.


Em um ano somam-se 28 publicações, 1.317 visitantes, 106 seguidores no facebook e 15 seguidores via blogger.


A nossa proposta é continuar promovendo um espaço para o diálogo e compartilhamento de ideias. Estamos convictos de que ainda há muitos passos a serem dados, buscando sempre melhorar o que vem sendo feito. E para isso se tornar possível contamos com a colaboração de todos os leitores do blog para dialogar, trocar informações e transformar conceitos.


Vamos juntos,


Muito obrigado!


Fábio César e Jussara Assis

5 de abril de 2012

Tudo que é sólido se desmancha no ar



Na ultima semana, mas precisamente no dia 29 de março, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária do Brasil (Conar) proibiu a veiculação de um filme televisivo da bebida energética Red Bull que “desmitifica” a caminhada de Jesus por sobre o mar da Galiléia, considerado então, como um dos grandes milagres de Jesus narrado na bíblia.

Como estamos próximos à páscoa, data de grande relevância para a nossa cultura ocidental, a civilização judaico-cristã, vale a pena refletir sobre o caso.

O filme da empresa austríaca, reconfigura Jesus aos moldes do homem da atualidade, que está sempre em movimento na busca homérica de dar sentido para a sua vida, buscando respostas que, ainda, o racionalismo não consegue responder. A empresa com seu filme publicitário recria Jesus, dando a ele, a nossa imagem e semelhança.

A nossa era é marcada pela inversão de valores, onde o passado antes normativo, é agora ultrapassado e imprestável. A síntese de nossa era pode ser exemplificada pela célebre frase de Karl Max, onde o filósofo alemão afirma: “Tudo que é sólido se desmancha no ar.”.

A campanha publicitária da empresa austríaca de bebidas energética contesta a divindade de Jesus, pois a o mesmo oferece a felicidade eterna de forma gratuita pelo simples cultivo de valores humanitários. A empresa vende uma felicidade fugaz pelo cultivo predatório do consumo sem limites.

Gradativamente, a padronização da vida defendida pela empresa vai tomando o lugar da escolha ou do livre arbítrio anunciada por Jesus, mas ainda é possível escolher.

O que você escolhe?

Fábio César Marcelino