21 de janeiro de 2013

Futebol: torcer ou não torcer, eis a questão?



Na última quinta-feira, 10 de janeiro de 2013, o Betim Esporte Clube foi apresentado oficialmente. A nova equipe mineira sediada em Betim é aquela mesma equipe de Ipatinga que encantou o Brasil de 2005 á 2007, tendo como resultado mais expressivo, o título de campão mineiro de 2005, batendo o Cruzeiro em pleno Mineirão.

A prática de mudar de cidade, em Minas Gerais, começou com o Ituiutaba Esporte Clube de Ituiutaba. Da mudança para Varginha, o clube se tornou Boa Esporte. O Nacional antes de Nova Serrana, hoje é de Patos de Minas. O Esporte Clube Itaúna, da cidade homônima cogita, também, uma mudança de ares.  As três equipes acima são ou foram tradicionais em suas cidades de origens. Começaram amadoras se organizando como associações ou sociedades civis sem fins lucrativos. Hoje são clubes empresas que tiveram que profissionalizar as suas administrações e buscar investidores para viabilizarem financeiramente suas equipes.

E, por falta de apoio e recursos financeiros estas equipes justificam a saída de suas cidades. Vale ressaltar, que estes clubes alimentam em seus torcedores, enorme sentimento de comunidade. Quando clubes profissionais, estes possuem o que toda empresa supranacional ambiciona: fidelização total e incondicional de seus torcedores. Quando clubes empresa, os mesmos ganham em mobilidade e oportunidade, pois podem ir para onde o capital está, sem amarras, mas perdem suas identidades e o apaixonado torcedor/consumidor.

Ao mudar de cidade, o Time de Itair Machado, hoje sediado em Betim, possivelmente, seu público-alvo deixa de ser o torcedor e passa a ser os empresários e a mídia, ou seja, visibilidade massiva para a marca que está associada aos investidores. O símbolo do Betim é quase o mesmo do Ex-Ipatinga, salvo a inserção de uma engrenagem ao símbolo, que representa o poder da indústria da cidade de Betim.


Betim Esporte Clube

 No campeonato mineiro deste ano vamos ter o “Time do Rildo Moraes” versus o “Time do Amarildo Ribeiro” ou Boa Esporte versus Nacional. Termino este texto mandando um salve para os torcedores do Uberlândia, Uberaba, Vila Nova de Nova Lima, Tupi de Juiz de Fora, Caldense de Poços de Caldas, Democrata de Valadares e de Sete Lagoas, Valério de Itabira, Mamoré e URT de Patos de Minas, Araxá e o Fabril de Lavras.

Fábio César Marcelino

25 de dezembro de 2012

Feliz Natal e um próspero Ano Novo

O Natal é sinônimo de vida e nascimento. Renascemos a cada manhã, despertados pelos raios divinos da esperança e do amor, emanados pelo Sol. Desejamos a todos que se banhem neste oceano de luz e tenham um Natal com muita felicidade, paz e amor.





18 de dezembro de 2012

O valor e o sagrado




Dezembro, final de ano, tempo de retrospectivas, promessas, compras, ceias, amigo oculto e coisas do gênero. Mas, também é tempo de renovação, solidariedade, emoção e celebração. Afinal, dezembro para os cristãos é celebrado o nascimento do menino Jesus. As ruas ficam mais iluminadas, as lojas, casas e praças ficam enfeitadas com os belos e singulares elementos natalinos como: sinos, estrelas, guirlandas e o clássico e velho papai Noel. E como disse Cecília Meireles “tudo isso para celebrar um Menino envolto em panos pobres, deitado em umas palhas, há mais de dois mil anos, em um abrigo de animais, em Belém”. Quanta contradição... A simplicidade foi ofuscada diante das infinitas luzes de Natal.

A televisão brasileira neste período começa apresentar os clássicos “especiais de fim de ano” e ai são filmes, musicais e programas de Natal. A emoção volta à tona e a fé parece virar um mero instrumento potencializador de resultados. “A fé move montanhas”, já disse os ensinamentos bíblicos. Porém, neste período ela move montanhas de dinheiro e interesses particulares. O comércio louva o bom velhinho e festeja a elucidação do sagrado.

Desse modo, só nos resta esperar que as pessoas saibam perceber o valor deste período, que está muito mais além da troca de presentes. Procurar admirar as luzes de Natal, sem, contudo, se ver cego diante da miséria e solidão daqueles que não possuem mesas fartas para ceiar. São mãos vazias, sedentas por auxílio, que se estendem na direção de mãos fartas, de sacolas e individualidades, mas impossibilitadas de contribuir.

Portanto, por um Natal com menos fantasia e mais realidade, celebremos o período com escolhas mais conscientes e dotadas de significados verdadeiros. Feliz Natal!

Até breve,
Jussara Assis

26 de novembro de 2012

O confronto


A partir de um trabalho realizado na disciplina Ética em Relações públicas, a professora nos solicitou que fizéssemos uma produção artística, tendo como referencia alguns textos que nos questionavam sobre vocábulos, que conceituam sensações que afligem a alma humana.

No poema, abordo a relação dialética entre o amor como verbo e o que entendo sobre o mesmo. Abaixo fora feito um vídeo pelos outros componentes do grupo, que remete a mesma ideia de confrontação sugerida no poema.


O confronto

Em uma tarde ensolarada de sábado,
O amor concebido daqueles dois olhares de desejo,
Berrou faminto dizendo: “Decifra-me ou devoro-te"
Ambos pensaram em algo e deram como resposta,
O burocrático e eficaz silencio.
Amordaçaram o clamor de suas vontades latentes.

O amor, então, cheio de si afirmou:
Viverão o amor como verbo aprendido na escola do mundo.
Ação demagógica de vínculo carnal entre indivíduos desejosos.
Pois o que sentem, de fato, nunca será revelado a ninguém.
Ficará destinado a sua multidão de dentro com suas vozes dissonantes.
A essência de tudo ficará guardada dentro de seus corações duvidosos.

E disse mais:
E tudo em meu nome, como verbo, será ambíguo.
Acharão virtuoso o gesto de matar e morrer.
Sentirão o gosto amargo do fel, toda vez que em vão
Proferir meu nome nas madrugadas sem emoção.
Se não me definirem logo, nunca saberão o que seja viver.

E os dois olhares de desejo se levantaram de sua alcova.
Perplexos e eufóricos imaginando tudo aquilo ser um pesadelo.
Por alguns segundos, ambos se olharam a contento.
Mas logo, cada um virou se para o seu respectivo canto/mundo.
De um lado uma alma em chamas cheia de paixão e ternura.
De outro lado um corpo frio, apático e vazio de sentimento.

Fábio César Marcelino



22 de outubro de 2012

Tudo vale a pena?



Estamos na metade da primavera, a estação das flores, e, como de costume, as campanhas de lançamento para a próxima estação, o verão, já começaram a ser apresentadas. São coleções de calçados, roupas e acessórios. Isto é, são tendências sutilmente impostas pelos padrões da cultura consumista.

A Loja Marisa, por exemplo, lançou na última quarta-feira dia 17 de outubro, a sua nova coleção “Alto verão Marisa”. O lançamento foi ilustrado com um belíssimo comercial protagonizado por uma linda, magra e elegante modelo. Nada de novo, correto? Afinal, quase todas as campanhas publicitárias possuem este estereótipo. Porém, o clipe está sendo questionado pelo uso de um texto ditatorial. Vejam:


“Esta é uma homenagem a todos vocês que me ajudaram a chegar até aqui. À todos os chuchus que eu comi este ano, aos pepinos fatiados, baby cenouras e quinuas que acalmaram meus momentos de ansiedade. Uma justa homenagem às leguminosas e sopas ralas que fizeram minhas refeições menos alegres, mas que farão meu verão mais feliz”.


Trata-se de uma campanha que impõe a ditadura da beleza e do culto ao corpo. No vídeo, a modelo expõe os sacrifícios realizados para estar com o corpo perfeito para o verão e a certeza de que a restrição alimentar fará desse verão o mais feliz. Feliz por ter um corpo desejado, admirado e bonito de se por à mostra. E, para finalizar, o vídeo fecha afirmando que “tudo vale a pena para viver bem o verão”. Será? Será mesmo que outras pessoas por não seguirem os padrões impostos pela ditadura da magreza não serão felizes neste verão? E, será mesmo que tudo vale a pena?

Creio que não. Pois em nome deste corpo magro e perfeito, milhares de pessoas sacrificam não só a sua alimentação, mas também a vida. Doenças graves como a anorexia e a bulimia são exemplos das possíveis consequências desta terrível e, ainda, tão imposta ditadura. Abaixo, assista ao vídeo.

Até breve,
Jussara Assis