7 de agosto de 2011

Alimento da Alma





Alguns dias atrás tive a oportunidade singular de assistir a uma palestra da Brahma Kumaris ministrada por Marilene Mayrink intitulada "Benefícios do pensamento positivo na mente, no corpo e no relacionamento". Este evento faz parte do circulo de palestras do calendário Sócio cultural da Cidade Administrativa de Minas Gerais; sou estagiário do comitê que organiza os eventos da Cidade Administrativa e, uma das funções é dar suporte aos palestrantes. Vale ressaltar que um evento é um instrumento de comunicação dirigida, destinada a um público selecionado.

Brahma Kumaris  é uma organização internacional sem fins lucrativos que visa a revalorização do ser humano para que este possa construir um mundo melhor, fortalecendo seus valores inatos, encorajando e facilitando um processo espiritual de despertar para um mundo pacífico e harmonioso.

Para falar do despertar espiritual de cada ser humano, Marilene Mayrink ao longo da palestra descorreu a respeito do alimento mental: segundo a mesma, nossa mente é o prato, os pensamentos são nossos alimentos e nosso intelecto é o consumidor destes alimentos, que, conseqüentemente, influenciam nossas ações. Cabe a mente de cada um consumir o que é mais palatável para si. É a qualidade destes alimentos que fará despertar ou não bons sentimentos humanitários.

Mas o que a nossa mente anda consumindo por aí não é nada bom. Os significados que a mídia partilha e reforça nas suas programações sensacionalistas é que nós somos seres violentos e sem recuperação. Destinam horas a fio produzindo informações com os seus telejornais, filmes, novelas, séries e etc, que nos conduzem a aflição e medo.

Aflição e medo. É este cardápio que a mídia nos oferece diariamente, desta feita, nossas ações serão sempre permeadas de violência e intolerância para com o nosso semelhante. Não que a mídia tenha inventado a violência, mas ela a propaga. Como é uma instituição com fins lucrativos, a mídia vê a violência como uma oportunidade de ganho financeiro. Sendo uma indústria, a mídia explora uma tendência: nossa insegurança. E ela nos vende a preço premium. Jubilosos, comemoramos a morte de ditadores nos telejornais ou a destruição dos vilões nos filmes, sempre tendo como referencia a ótica dos “vitoriosos e bons”.

Somos o que consumimos, seja ele o alimento físico, mental ou espiritual. Esta expressão aparentemente gasta, não devia ressoar somente nas religiões ou nos eventos internos das instituições; deveria estar nos horários nobres das programações sem associação alguma com os produtos midiáticos.

O texto e o vídeo ofereço a todos da Brahma Kumaris, mas em especial a Marilene Mayrink pela sua determinação e fé.



Fábio César Marcelino





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