Quando você vai à algum evento, normalmente se espera encontrar jovens modelos, de beleza admirável, educadamente te oferecendo os produtos em exposição, correto?
Mas e
se, por um acaso, esse estereótipo fosse substituído por pessoas comuns,
destituídas muitas vezes de corpos esculturais e sorrisos encantadores? Ou
melhor, se ao invés de jovens modelos a partir de agora moradores de rua fossem
os novos garotos e garotas propaganda nos eventos?
É,
pois vamos acostumando. Esta semana li uma matéria informando que a agência de
marketing BBH, dos EUA, contratou mendigos para serem seus “outdoors” móveis. A
ação ocorreu assim: durante uma conferência sobre tecnologia, no estado do
Texas, os mendigos circulavam nas áreas de maior aglomeração vestindo uma
camisa informando o nome de cada um e um código, do tipo: “Sou John, ponto de
acesso 4G”, isso porque a internet poderia estar sobrecarregada naquele espaço
e o ponto de acesso de 4 gigas, oferecido por John, solucionaria os problemas e
permitiria uma navegação com maior velocidade. A campanha é chamada de “Pontosde acesso de mendigos” e que, segundo a notícia, é considerada como um “experimento
de caridade”.
Afinal,
é ou não é uma notícia para lá de polêmica? Seria uma oportunidade de trabalho
honesto para os desabrigados ou estes estariam sendo usados como meros atores
para ganhar visibilidade e destaque frente as outras campanhas? Há quem diga
que seja as duas coisas e isso, eu concordo. Não há como duvidar que foi uma oportunidade
de trabalho honesta, que de algum modo propiciou condições financeiras para
essas pessoas que pudessem se alimentar e adquirir algo que desejavam. No
entanto, não podemos negar que a agência planejando uma repercussão e
consequentemente a visibilidade de seu produto, escolheu não por acaso mendigos
para os servirem e assim polemizar e gerar espanto.
Mas e
você, o que pensa a respeito da estratégia mercadológica utilizada pela BBH?
Até
breve,
Jussara
Assis

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