A empresa brasileira tem licença para operar a
MTV no Brasil até 2018, mas preferiu terminar a parceria, por estar passando
por um processo de estruturação. A programação do canal para sinal fechado
apresentará um novo formato, pois além da música, haverá outras atrações como
filmes, seriados e reality shows etc. Tal mudança não será nenhum degredo para
emissora, pois o mercado de TV a cabo no Brasil é bastante promissor.
Essas parcerias de empresas brasileiras com
grupos supranacionais de telecomunicações são corriqueiras, e se intensificaram
no governo de Fernando Henrique Cardoso, com a instauração da Lei do Cabo (Lei8977/1995) que, em suma, foi mais uma medida, dentre tantas outras de seu
governo neoliberal, de privatizações e livre circulação de capital estrangeiro.
Tanto O Grupo Abril como a Viacom se estabelecem
através de oligopólios, ou seja, o negócio de ambas as empresa são baseados na
concentração de propriedade. O jornalista e sociólogo, Venício Lima, nomeou o
processo como Integração horizontal, vertical e cruzada das indústrias das
comunicações. Grosso modo, o processo seria a ação coordenada de várias
empresas no mesmo grupo.
Em escala global, A Viacom possui marcas em
diferentes mídias no setor de comunicação (jornais, revista, rádio, televisão
etc). Segundo o site da empresa, são mais de 160 canais locais e mais de 500
propriedades de mídias digitais. O grupo, ainda, produz e comercializa seus
produtos midiáticos. O grupo é detentor das marcas MTV, Nickelodeon, Paramount,
EPIX, VH1 etc.
Já o grupo Abril, não tão abrangente, como a
mega empresa americana, mas com um vasto poderio, mantém marcas, também, em
diferentes mídias como: jornais, revistas, radiofusão e mídias digitais.
Segundo o site da empresa, sete em cada dez revistas de maior circulação no
Brasil, são do grupo.
O certo é que a concentração dos meios de
comunicação nas mãos de poucas empresas coloca em risco a liberdade de
expressão, a democracia e a diversidade. Pois, informação é poder, e quem a
possui, tem o “poder mágico” de enquadrar a realidade de acordo com sua
ideologia.
O termino da parceria entre os conglomerados midiáticos
não afetará quase em nada seus negócios, tendo em vista, que as empresas
conhecem bem as peripécias do mercado. O Grupo Abril ainda não se pronunciou
sobre o futuro de sua concessão de rádiofusão: se a mesma ficará vaga, ou se
será ocupada por outro canal. O que se pode projetar, é que ambas as empresas
vão ampliando seus impérios cada vez mais estruturados, ganhando quantias
astronômicas e ditando regras e normas de conduta.
Fábio César Marcelino
Sensacional !! Eu particularmente vou sentir mta falta da Mtv. Mas, a tempos el já não era mais a mesma.
ResponderExcluirparabéns, pelo blog e pela criatividade =)
Valeu pela força, Nayara. Continue a conferir as publicações.
ExcluirAbraço!