31 de agosto de 2015

Entre o Mito e a Notícia




Imagem: Revista EXAME
Durante o dia 29 de agosto, último sábado um assunto bombou nas principais fan pages de notícias e entretenimento das redes sociais digitais: Neurocientista NEGRO é barrado em hotel onde iria ministrar palestra.

O episódio narrado aconteceu em São Paulo, na sexta-feira dia 28 de agosto, durante um seminário sobre a criminalização das drogas e de seus usuários, a então vítima trata-se do professor norte-americano Carl Hart, da Universidade de Columbia, negro e com dreadlocks, ele não teve a sua entrada permitida por seguranças do Hotel Tivoli Mofarrej.

Porém, a história “parece” ser outra...

“Durante minha palestra, chamei atenção para a pouca quantidade de negros que participavam do seminário. Eram dois ou três, enquanto havia centenas de brancos. Não tinha relação nenhuma com o episódio do hotel, mas a reportagem associou as duas coisas. A matéria foi enganosa e viralizou. Eu quero que as pessoas entendam que, se tivesse sido discriminado, seria a primeira pessoa a falar sobre isso. E o Brasil tem sérios problemas de discriminação racial, então a indignação que sentiram em relação a mim deveriam expressar pelos próprios brasileiros. Não deveriam gastar essa energia comigo”, defendeu o professor.


Mas, como disse Lenine em sua sincera poesia “já que subi nesse ringue e o país do swing é o país da contradição” então vamos aos fatos!  Em meio à necessidade de compartilhar o conteúdo cada vez mais rápido e com exclusividade, os jornalistas acabam se esquecendo de um simples ato: a verificação da informação! E ai, o que vale é vender a notícia, gerar mais vews e curtidas a conteúdos polêmicos ou o que vale é a veracidade da notícia e sua relevância social para o público? Em que medida o mito é notícia ou a notícia é um mito?
Ou então será que tudo isso não passou de uma bela sacada de marketing para promover o Seminário e o Palestrante? Quantas contradições e possibilidades, não é mesmo? Mas até onde uma mentira contada mil vezes se torna realidade? E você, vai preferir qual versão?



Até breve,
Jussara Assis



Nenhum comentário:

Postar um comentário